
No início da noite de quinta-feira, 8, um grupo de estudantes que havia agendado protesto pelas mídias sociais no Leste Universitário depredou 39 ônibus do transporte público coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, a maioria deles nas proximidades dos terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia.
Manifestantes mascarados atiraram pedras e pedaços de madeira contra os ônibus que passavam pelo local, quebrando janelas, para-brisas e faróis e danificando a lataria dos veículos. Com a falta de segurança para continuar circulando, a operação das linhas ficou interrompida por várias horas na área Leste da RMTC e comprometeu seriamente o atendimento em toda a Rede, que funciona de maneira integrada.
O RedeMob Consórcio estima que pelo menos 130 mil pessoas foram diretamente afetadas pela interrupção da operação e boa parte delas ainda pode ser prejudicada nos próximos dias em função do recolhimento dos ônibus para conserto.
O diretor administrativo da Cooperativa de Transportes do Estado de Goiás (Cootego), que teve 17 ônibus depredados na noite de ontem, lamenta que os atos de vandalismo contra o transporte coletivo estejam se tornando uma rotina na Grande Goiânia. “Todos os dias chegam vários ônibus com vidros quebrados e nós já estamos até com dificuldade para conseguir reposição de vidros aqui em Goiânia. Hoje, além dos ônibus a menos nas ruas, o mais grave é que nós não estamos conseguindo contratar motoristas porque está todo mundo com medo de exercer a função por causa dessa violência”, ressaltou José César Curado.
Além dos veículos convencionais operados pelo RedeMob Consórcio, outros 10 ônibus articulados e biarticulados que fazem a linha Eixo Anhanguera também foram vandalizados, segundo informações da Metrobus. Um deles foi incendiado na Praça da Bíblia e ficou completamente destruído. Para se ter uma ideia da barbárie, queimar um ônibus biarticulado é o mesmo que amontoar e colocar fogo em mais de um milhão de reais, preço do veículo queimado ontem.
O RedeMob Consórcio reitera que as ações de depredação dos ônibus e interferência na circulação das linhas afetam diretamente a qualidade do transporte público coletivo e trazem prejuízos em cadeia para todos os clientes que dependem deste serviço. As concessionárias acreditam que os órgãos de segurança pública irão se empenhar na identificação e punição dos responsáveis por estes crimes, até mesmo para evitar que as ações isoladas de pequenos grupos continuem afetando tão seriamente a ordem e o bem comum.
No início da tarde desta terça-feira, 15, um grupo de cerca de 40 estudantes que realizava uma manifestação na região do Campus II da Universidade Federal de Goiás, no Conjunto Itatiaia, apedrejou quatro ônibus e ateou fogo em outro que ficou completamente destruído. A Polícia Militar esteve no local desde o início da manifestação e chegou a apreender diversos materiais inflamáveis com alguns manifestantes, incluindo uma grande quantidade do artefato caseiro conhecido como coquetel molotov.
A ação isolada do pequeno grupo de manifestantes afeta diretamente o atendimento a cerca de 25 mil estudantes e trabalhadores que utilizam diariamente as 13 linhas que passam pela região.
Em função da forte ameaça à integridade dos passageiros, profissionais e veículos das linhas que atendem a região (105, 132, 174, 263, 268, 269, 270, 302, 721, 722, 343, 725 e 914), os ônibus começaram a realizar desvios para não passar por dentro do Campus. Com o aumento do clima de ameaça e falta de segurança, no fim da tarde a operação foi completamente interrompida, com exceção da linha 263 (T. Bíblia / PC Campus), que continua circulando até as proximidades do Campus.
O RedeMob Consórcio reitera que as ações de depredação dos ônibus e interferência na circulação das linhas provocam sérios impactos na operação do transporte coletivo e trazem prejuízos em cadeia para milhares de clientes que dependem deste serviço. As concessionárias esperam pela atuação dos órgãos de segurança pública no sentido de garantir a segurança necessária para que a operação seja normalizada o mais rápido possível e também para identificar e punir os responsáveis pelos crimes que foram cometidos contra a ordem e o bem comum.
O RedeMob Consórcio reforça ainda que considera legítima a reivindicação por melhorias na qualidade do transporte público da Região Metropolitana de Goiânia e acredita nas medidas que serão praticadas pelo Poder Público e outras instituições em prol do reequilíbrio econômico-financeiro do sistema.
Manifestação marcada em uma rede social digital começou de forma pacífica, mas terminou com atos de depredação e transtornos para os clientes da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos
Na noite de quinta-feira, 06, três ônibus do transporte coletivo foram alvos de vandalismo em Goiânia, ao final de um protesto que teria sido organizado para reivindicar mudanças e melhorias no sistema de transporte público da Região Metropolitana de Goiânia. Os ônibus aguardavam intervalo para o início de novas viagens, na Rua 256, próximo ao Terminal Praça da Bíblia, quando dois jovens com rosto coberto atiraram coquetel molotov nos pneus.
Motoristas e moradores que estavam no local utilizaram extintores de incêndio para conter o fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros. Os ônibus foram recolhidos e terão que passar por manutenção antes de voltarem a circular.
Segundo o comandante da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), Major Jorge Luiz Marreiros, a Polícia Militar já havia identificado a possibilidade do protesto ser violento em função da participação de adeptos do movimento Black Bloc e por isso disponibilizou toda a estrutura estratégica e logística para acompanhar os manifestantes. “Toda manifestação é legitima, desde que seja pacífica. A partir do momento em que há depredação do patrimônio e confronto com os policiais, como ocorreu ontem, a PM tem se empenhado para cumprir seu dever constitucional de preservar a segurança da população e manter a ordem pública, dentro dos parâmetros legais”, afirmou o major.
Além dos prejuízos causados pela depredação dos ônibus, que afeta a normalidade da operação e reflete nos custos e consequentemente no cálculo tarifário do serviço, o protesto interrompeu alguns trechos no Centro de Goiânia, impactando a fluidez do trânsito em diversos pontos da capital.
A Central de Controle Operacional do RedeMob Consórcio detectou grande aumento no número e na intensidade dos congestionamentos, que já são frequentes nos horários e locais impactados pela manifestação. Vários ônibus tiveram que realizar desvios e a pontualidade de pelo menos 100 linhas foi diretamente afetada, causando transtornos para os clientes do transporte público da Região Metropolitana de Goiânia.